Quando o Marketplace passa a ter um olhar além do CPF
Nos últimos meses, o Mercado Livre deu um passo decisivo que vai muito além da ampliação de um canal de vendas: a criação de uma unidade exclusiva voltada ao comércio entre empresas (B2B). Essa nova frente, que oferece preços de atacado, descontos e condições específicas para CNPJs, reposiciona a maior plataforma da América Latina como um ator central na transformação do ambiente corporativo digital. Segundo a própria companhia, milhões de usuários já foram habilitados para compras por atacado na região. E o mais importante: esse movimento integra uma estratégia mais ampla de investimento em infraestrutura, logística e dados, consolidando o Brasil como epicentro de uma nova etapa do e-commerce regional. Mas o que realmente está em jogo aqui não é apenas a entrada de um gigante no mercado B2B — é o sinal claro de uma mudança de mentalidade nos negócios. Do comércio eletrônico à economia de escala inteligente O e-commerce entre empresas não é uma novidade, mas a forma como ele está sendo redesenhado é.O modelo B2B digital rompe com a lógica tradicional de compra e venda e inaugura uma era em que a escala, a inteligência de dados e a previsibilidade se tornam diferenciais competitivos. Empresas que antes viam o marketplace apenas como uma vitrine, agora o enxergam como um ecossistema vivo, um ambiente onde dados, logística e comportamento de compra corporativo se conectam para gerar eficiência e margem. Esse avanço é impulsionado por um fator silencioso, mas determinante: a maturidade digital das empresas brasileiras.Pequenas e médias empresas passaram a buscar o mesmo nível de conveniência, automação e análise de performance que antes era privilégio de grandes corporações. O B2B, portanto, deixa de ser um espaço burocrático e se transforma em um território de inovação e competitividade. O investimento como ferramenta de posicionamento Investir neste novo cenário é muito mais do que buscar rentabilidade, é posicionar-se estrategicamente no fluxo da economia digital. Empresas que antecipam movimentos, que compreendem a importância da tecnologia e que valorizam o planejamento de longo prazo, estão moldando o futuro do mercado. Enquanto algumas organizações ainda operam no modo reativo, as lideranças visionárias estão observando onde o capital realmente se multiplica: na combinação entre escala, dados e propósito. Elas entendem que investir não é apenas aplicar recursos financeiros, mas alocar energia, estratégia e visão de longo prazo em ativos que fortalecem o posicionamento da marca e a sustentabilidade do negócio. É o investimento que deixa de ser apenas financeiro e se torna cultural e estratégico. Liderança é antecipar o futuro O movimento do Mercado Livre é também uma aula sobre liderança empresarial. Líderes eficazes não esperam o mercado se mover, eles leem os sinais antes da curva. Eles percebem oportunidades onde outros veem apenas mudanças de modelo e compreendem que crescer de forma previsível e estruturada é a verdadeira vantagem competitiva em tempos de incerteza. Essa nova geração de líderes não está focada apenas em lucros imediatos, mas em construir ecossistemas sustentáveis.Eles sabem que o sucesso no ambiente digital não depende apenas de tecnologia, mas de mentalidade, cultura e estratégia de longo prazo. Investir em inovação, dados, capacitação e alianças estratégicas é o que diferencia quem apenas participa do mercado de quem o redefine. O Brasil como palco da nova economia corporativa O país vive um momento ímpar: tem uma das maiores bases empresariais da América Latina, um ambiente digital em expansão e um mercado interno em transformação. A entrada de grandes players no B2B reforça o potencial do Brasil como centro de investimento e inovação corporativa, com espaço tanto para gigantes quanto para pequenas e médias empresas que saibam se posicionar. As companhias que conseguirem aliar visão estratégica e execução disciplinada terão uma vantagem real na próxima década — seja ao expandir operações, consolidar parcerias ou criar novas fontes de receita. A liderança, nesse contexto, será medida não pelo tamanho da empresa, mas pela capacidade de antecipar movimentos e transformar oportunidades em legado. Mais do que vender, o novo mercado exige pensar estrategicamente sobre onde investir tempo, energia e capital.As transformações em curso mostram que a liderança do futuro não se mede apenas por resultados, mas pela capacidade de enxergar além — de compreender que cada decisão é um investimento na construção de algo maior: uma cultura empresarial preparada para crescer com inteligência, previsibilidade e propósito.
Minha experiência na AD Summit 2025, o maior evento de consórcio do Mundo!

Na última semana, tive a oportunidade de participar do AD Summit 2025, a convenção nacional da Ademicon, realizada em Curitiba. Foram dois dias intensos de imersão, aprendizado, conexões e, acima de tudo, visão de futuro. Representando o meu time, vivi momentos que me fizeram refletir profundamente sobre o mercado em que atuamos e sobre o legado que estamos ajudando a construir. Um dos pontos altos foi a palestra do Dr. Juan Pablo, que trouxe um verdadeiro “choque de realidade” sobre a inteligência artificial. Ele mostrou o quanto essa revolução já está presente no nosso dia a dia, e o quanto ainda temos espaço para evoluir em performance, em mentalidade e em preparo para essa nova era. Foi um alerta, mas também um convite à ação: quem se adapta primeiro, lidera o próximo ciclo. Outro momento marcante foi a convivência com a família fundadora da Ademicon; O Dr. Raul e sua filha, Tatiana, nossa CEO. É inspirador perceber que, por trás dos números impressionantes e do crescimento acelerado, existe uma essência humana, de fé, valores e propósito. É disso que nasce uma empresa sólida: de pessoas que constroem um legado com coerência entre o que acreditam e o que entregam. E falando em números, eles refletem bem essa coerência: De acordo com a ABAC, o sistema de consórcios no Brasil alcançou 11,4 milhões de participantes ativos, crescendo cerca de 9% ao ano. Enquanto isso, a Ademicon segue muito acima da média do mercado, superando R$ 4,3 bilhões em créditos comercializados apenas em agosto de 2025 e ultrapassando R$ 29 bilhões no acumulado do ano, um salto de 76% em relação ao mesmo período de 2024. Os resultados falam por si: estamos entre as maiores administradoras do país e a número 1 entre as independentes. Participar de um evento como o AD Summit é muito mais do que atualizar-se sobre produtos, estratégias e metas. É nutrir a visão. É entender o rumo do mercado, alinhar-se à direção da empresa e fortalecer a convicção de que estamos no caminho certo. Cada palestra, cada conversa e cada insight servem como adubo para o crescimento pessoal e profissional. E, ao final, saímos com a certeza de que fazer parte da Ademicon é participar de algo muito maior que um negócio: é fazer parte de um propósito.
O Milho do Fazendeiro e a Cultura de Compartilhar

Sempre gostei de parábolas porque elas nos ensinam, de forma simples, lições profundas que cabem perfeitamente no nosso dia a dia profissional. Recentemente, reli uma história que me fez refletir muito sobre liderança e ambiente de trabalho. Um fazendeiro era reconhecido por sempre vencer os concursos de milho.Um jornalista, curioso com tanto sucesso, foi entrevistá-lo e descobriu algo surpreendente: ele compartilhava suas melhores sementes de milho com os vizinhos. Intrigado, o jornalista perguntou:— “Mas por que compartilhar suas melhores sementes com quem compete com você?” E o fazendeiro respondeu:— “O vento espalha o pólen de um campo para outro. Se meus vizinhos cultivam milho inferior, isso prejudica a qualidade do meu milho. Para eu continuar colhendo o melhor, preciso que eles também colham o melhor.” Essa parábola traduz muito daquilo em que acredito: ninguém cresce sozinho.No ambiente de trabalho, os melhores resultados acontecem quando compartilhamos tempo, conhecimento, experiência e boas práticas. Na minha jornada na Ademicon, vejo isso acontecer todos os dias.Quando um novo candidato chega como futuro autorizado, os primeiros 90 dias são de aprendizado intenso. E eu, pessoalmente, acredito e invisto muito nesse processo.Não formamos apenas vendedores: queremos formar especialistas em crédito e investimento. Para isso, compartilhamos o que temos de melhor.Ofereço meu tempo, minha experiência, meu acompanhamento. Minha equipe faz o mesmo. Porque entendo que o sucesso de cada um reflete diretamente no sucesso de todos. Quando todos colhem bem, cada um colhe melhor. Essa cultura de compartilhar é o que tem feito a diferença no meu time e na Ademicon.E me pergunto: quantos profissionais não gostariam de estar em um ambiente onde crescer junto é prioridade?